Saúde monitora suspeitas de sarampo e reforça importância da vacina

15/02/2026 09:10

Em período de férias escolares e aumento de viagens, especialmente ao exterior, é preciso atenção ao risco de sarampo. A doença é altamente contagiosa, pode evoluir para quadros graves e levar à morte, principalmente em crianças. A principal forma de prevenção é a vacina tríplice viral. A Vigilância Epidemiológica de Porto Alegre investiga três casos suspeitos de sarampo notificados em 2026 entre moradores da Capital. Uma quarta suspeita já foi descartada.

O vírus do sarampo circula em diversos países e os casos vêm aumentando no mundo. Por isso, é fundamental manter a caderneta de vacinação atualizada e ficar atento aos sintomas. Em caso de febre e manchas vermelhas no corpo, associadas a tosse, coriza ou conjuntivite — especialmente após viagem internacional — a orientação é procurar atendimento médico imediato.

O sarampo é extremamente transmissível: nove em cada dez pessoas não vacinadas podem se infectar ao ter contato com o vírus. A vacina é segura, eficaz e está disponível gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS) em todas as unidades de saúde da cidade.

Imunização - Devem se vacinar pessoas que nunca receberam a vacina, que estejam com esquema incompleto ou sem comprovante de vacinação.

A vacina é contraindicada para gestantes. Lactantes podem receber a tríplice viral. Pessoas imunocomprometidas devem passar por avaliação médica antes da aplicação. Situações específicas são avaliadas individualmente nas unidades de saúde.

Transmissão e complicações - A transmissão ocorre por via aérea, quando a pessoa infectada tosse, espirra, fala ou respira próxima de outras pessoas. Entre as complicações estão pneumonia, infecção de ouvido, inflamação no cérebro e morte, sobretudo em crianças.

No Rio Grande do Sul, o último óbito por sarampo foi registrado em 1997. Em 2025, Porto Alegre confirmou um caso da doença em pessoa com histórico de viagem aos Estados Unidos, provável local de infecção.

Esquema vacinal: 

- Pessoas entre 1 ano e menores de 5 anos: uma dose de tríplice viral com 1 ano de idade e uma dose de tetra viral aos 15 meses de idade.
- Pessoas entre 5 anos e 29 anos que nunca foram vacinadas: devem fazer duas doses da tríplice viral, com intervalo de 1 mês entre as doses.
- Pessoas de 30 a 59 anos: devem fazer uma dose da tríplice viral.
- Profissionais da saúde, independentemente da idade: duas doses da vacina tríplice viral.
- Contatos de suspeita devem conferir a condição vacinal, independentemente da idade.   

Patrícia Coelho

Andrea Brasil