Representante do BID apresenta estratégias para revitalizar centros urbanos em evento na Usina
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O último dia do 3º Encontro Internacional de Urbanismo em Ãreas Centrais começou com a palestra de Jason Hobbs, especialista lÃder da Divisão de Habitação e Desenvolvimento Urbano do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). Na manhã desta sexta-feira, 22, ele apresentou os elementos necessários para que um programa de revitalização se torne um case transformador de centro urbano. No inÃcio da manifestação, Hobbs tratou da decadência de muitas regiões centrais de cidades ao redor do mundo, que perdem vitalidade econômica e social. Para o representante do BID, a revitalização desses espaços busca reativar áreas públicas, garantir mobilidade, facilitar negócios e qualificar moradias.
Também apresentou os requisitos para que um programa seja capaz de transformar uma determinada localidade. Com a experiência de quem assessora lÃderes municipais em temas urbanos relacionados à infraestrutura, mobilidade, modernização e regeneração urbana, Jason Hobbs ressaltou que medidas eficazes de revitalização urbana combinam intervenção fÃsica, ativação econômica, inclusão, financiamento, governança, mobilidade e avaliação.
Diante da proposta de mudança na região central de uma cidade, Hobbs destacou que a primeira reação da população será negativa. No entanto, afirmou que é necessário diálogo e paciência para superar as resistências. O palestrante alertou que um entendimento mÃnimo entre os gestores públicos é fundamental para o bom andamento das ações de revitalização.
O 3º Encontro Internacional de Urbanismo em Ãreas Centrais foi realizado na Usina do Gasômetro. O evento reuniu gestores públicos, urbanistas, pesquisadores, investidores e agentes culturais para discutir os desafios e as oportunidades da requalificação dos centros urbanos. Organizado pela Prefeitura de Porto Alegre, em parceria com a Rede Brasileira de Urbanismo em Ãreas Centrais e o Programa Recentro da Prefeitura do Recife, o encontro promoveu uma imersão que articulou planejamento, obras, valorização do patrimônio, resiliência climática, cultura, turismo e desenvolvimento econômico. A escolha de Porto Alegre como sede esteve diretamente ligada ao avanço do Programa Centro+, que conduz a requalificação do Centro Histórico e transforma o território em um laboratório vivo de revitalização.
Andrea Brasil
