Profissionais de saúde integram oficina antirracista para atendimento de mulheres privadas de liberdade
Profissionais da Secretaria Municipal de Saúde (SMS) participaram na terça-feira, 27, de oficina com o objetivo de fortalecer o enfrentamento ao racismo institucional, com foco na saúde de mulheres negras privadas de liberdade. O encontro reuniu cerca de 30 participantes e ocorreu no Presídio Estadual Feminino Madre Pelletier.
Com atuação por 20 anos na Penitenciária Lemos Brito, a médica de família e comunidade Andreia Beatriz Santos, membro da EAP Desinst na Bahia, foi uma das palestrantes,. “Muitos profissionais não têm instrumentos para reconhecer o racismo existente na prática de cuidado, mas também o racismo como determinante do processo de saúde, adoecimento e morte dessas mulheres”, avaliou. Conforme Andreia, a proposta foi sensibilizar e provocar as equipes a olharem de uma maneira mais qualificada do ponto de vista do enfrentamento ao racismo.
A ação está alinhada ao Plano Pena Justa e reforça o compromisso com um atendimento humanizado, integral e equitativo no sistema prisional. A iniciativa é uma promoção conjunta da SMS, pela área de Saúde Prisional da Diretoria de Atenção Primária, Secretaria Estadual da Saúde, Secretaria de Sistemas Penal e Socioeducativo e Polícia Penal do Estado, com perspectiva de ampliação para unidades masculinas e mistas.
Gilmar Martins