Festival Africano movimenta o Centro Histórico com cultura e gastronomia

07/11/2026 21:15

Cerca de mil pessoas circularam pelo 2º Festival Africano – Áfricas no Centro ao longo deste sábado, 7, em uma programação que reuniu cultura, arte, gastronomia e valorização da ancestralidade africana. Das 10h às 18h, a rua Coronel Genuíno foi fechada ao trânsito e recebeu atividades abertas ao público, que também ocupou diferentes espaços da Unisenac. O festival contou com apoio da Prefeitura de Porto Alegre, por meio do programa Centro+, da Secretaria Municipal de Planejamento e Gestão (SMPG), e da Secretaria Municipal da Cultura (SMC).

A programação incluiu apresentações culturais e musicais, feira de produtores locais, moda, artesanato e oficinas de artes plásticas e gastronomia. Na Unisenac, o público também acompanhou bate-papos e atividades temáticas no auditório, além de experiências gastronômicas. A ocupação da rua e dos diferentes ambientes da instituição proporcionou ao público uma experiência que uniu manifestações culturais, aprendizado e convivência.

A secretária municipal da Cultura, Liliana Cardoso, ressaltou a importância do resgate e da valorização da ancestralidade negra. “A ocupação desses espaços históricos resgata a memória de homens e mulheres negros por meio da gastronomia, da dança, da música e da arte. É um trabalho que fazemos diariamente para construir uma sociedade mais justa e igualitária”, destacou.

A gastronomia também teve papel de destaque, com o Banquete Africano, preparado pelo chef João Diamante e convidados. Com ingredientes e produtos gaúchos, a experiência aproximou as tradições da culinária africana dos sabores do Rio Grande do Sul. O público também acompanhou o preparo dos pratos na cozinha do quarto andar da Unisenac, enquanto o banquete foi servido na cantina da instituição.

Promovido pela startup Produtores Gaúchos Unidos, em parceria com a Prefeitura de Porto Alegre, a Unisenac e a Unisinos, o festival chega à segunda edição reforçando a proposta de aproximar a população do Centro Histórico e incentivar novas formas de vivenciar o território por meio da cultura, da gastronomia e do encontro entre diferentes comunidades. “Este festival tem um significado importante, pois se insere em um processo de transformação e de equidade. Destaca, no coração da cidade, a presença negra na cultura e em tudo o que faz de Porto Alegre, do Rio Grande do Sul e do Brasil essa soma de etnias”, afirmou o secretário municipal de Planejamento e Gestão, Cezar Schirmer.

  

 

Josh Bitencourt

Andrea Brasil