Prefeitura intensifica diálogo com famílias do Trecho 3 do Dique do Sarandi
Mais uma rodada de diálogo foi iniciada com moradores da Rua Aderbal Rocha de Fraga, no bairro Sarandi, com foco na desocupação das famílias que residem às margens do Trecho 3 do Dique da Aderbal. Equipes do Departamento Municipal de Habitação (Demhab) realizaram visitas domiciliares individualizadas, casa a casa, para avaliação da situação de cada família, prestação de esclarecimentos e definição de possíveis encaminhamentos.
Em 2025, 57 famílias foram acolhidas para permitir o início das obras do Dique do Sarandi. Agora, para dar continuidade aos trabalhos, é necessário que todas as famílias que moram no Trecho 3 do dique também desocupem a área. O diretor-geral do Demhab, André Machado, destacou que o processo está sendo conduzido com diálogo, para que a mudança ocorra da forma mais tranquila possível. Segundo ele, a história de cada morador será tratada com respeito e empatia, considerando os prazos e as necessidades específicas de cada família.
As demolições das moradias estão sendo realizadas em parceria com a Secretaria Municipal de Obras e Infraestrutura de Porto Alegre (Smoi). Até momento, aproximadamente 280 casas foram demolidas.
Obra no dique - Após a enchente histórica de 2024, um estudo conduzido pelo Departamento Municipal de Água e Esgotos (Dmae) apontou a necessidade imediata de reconstrução do Dique do Sarandi. A estrutura de proteção contra cheias, localizada na Zona Norte, tem cerca de 3,5 quilômetros e compreende a área entre a FreeWay e a avenida Assis Brasil. A obra, que consiste na recomposição e elevação da cota do dique, foi dividida em três fases. A primeira delas teve início em dezembro de 2024, no trecho de 1,1 quilômetro entre a FreeWay e a Estação de Bombeamento de Águas Pluviais (Ebap) 10.
As intervenções na área, que não era habitada, foram concluídas em março de 2025. Já em junho, teve início a reconstrução do trecho 2 da estrutura, que possui 300 metros de extensão e está localizado entre a Ebap 10 e o ponto que apresentou rompimento na cheia de 2024. Ao todo, 57 famílias foram acolhidas no decorrer dos trabalhos, que se estenderam até janeiro de 2026. Com isso, resta pendente o trecho 3 do dique, que possui dois quilômetros de extensão entre o ponto de rompimento - agora, reconstruído - e a avenida Assis Brasil.
Tatiana Bandeira
