Saúde reforça vacinação antes de viagens internacionais

08/06/2026 16:22

A Secretaria Municipal de Saúde orienta que viajantes verifiquem a situação epidemiológica do país de destino e, sempre que possível, atualizem a vacinação antes do embarque. Quem viajar sem a imunização recomendada deve redobrar a atenção a sintomas incomuns. A orientação também vale para imigrantes que chegam a Porto Alegre. Em caso de dúvidas ou sinais de doença, a recomendação é procurar atendimento médico o quanto antes.

Quem pretende ir a países onde a Copa do Mundo de futebol acontece (Estados Unidos, México e Canadá) deve estar atento a sintomas compatíveis com o sarampo, pois a região está com surto ativo, com mais de 11 mil casos confirmados. No Brasil, foram confirmados 38 casos em 2025: 11 importados, 24 relacionados aos casos importados e três com fonte desconhecida. Em 2026, são dois confirmados: um importado e um relacionado a esta importação. Em 2024, a Organização Mundial de Saúde (OMS) recertificou o Brasil por eliminar a circulação do vírus.

O sarampo é extremamente transmissível. Nove em cada dez pessoas não vacinadas podem se infectar ao ter contato com o vírus. O vírus também circula nos outros continentes, especialmente Europa, África e Ásia. A imunização é a principal forma de prevenir a doença. 

A vacina é segura, eficaz e está disponível gratuitamente em todas as unidades de saúde da cidade para pessoas até 59 anos pelo SUS. O esquema vacinal depende da faixa etária da pessoa. Em caso de febre e manchas vermelhas no corpo, associadas a tosse, coriza ou conjuntivite – especialmente após viagem internacional ou a locais com circulação viral – a orientação é procurar atendimento médico imediato.

Proteção - Devem se vacinar pessoas que nunca receberam o imunizante, que estejam com esquema incompleto ou sem comprovante. A vacina é contraindicada para gestantes. Lactantes podem receber a tríplice viral. Pessoas imunocomprometidas devem passar por avaliação médica antes da aplicação. Situações específicas são avaliadas individualmente nas unidades de saúde.

“Caso a pessoa com sintomas venha da África, é importante buscar atendimento médico, informar locais visitados e período da estadia, para que seja avaliada a possibilidade de outras doenças transmissíveis, como malária e ebola”, diz a enfermeira Jana Ferrer, chefe da Equipe de Vigilância de Doenças Transmissíveis da Secretaria de Saúde. 

A enfermeira lembra que, além da vacinação antes de viagens internacionais, é muito importante informar o destino se for necessário atendimento em saúde. “Pessoas que retornam de viagens internacionais devem referir tais destinos para que profissionais considerem a  possibilidade de doenças infectocontagiosas”, destaca Ferrer. O continente africano tem enfrentado a malária de forma endêmica e, mais recentemente, o vírus do ebola. Já a atenção na chegada de cidades europeias é em relação a pacientes com sintomas compatíveis com influenza, sarampo, chikungunya e mpox. 

Confira o mapa mundial de risco de doenças transmissíveis agudas produzido pela Equipe de Vigilância de Doenças Transmissíveis com ferramentas de inteligência artificial, a partir de dados da Organização Mundial de Saúde.

Patrícia Coelho

Tatiana Bandeira