Estudos de proteção contra cheias são apresentados às lideranças do bairro Guarujá

16/06/2026 14:56
Gustavo Garbino / PMPA
EXECUTIVO
Prefeito lembrou que soluções devem considerar aspectos de cada região

A prefeitura apresentou às lideranças comunitárias do bairro Guarujá os primeiros estudos de concepção para a criação de um sistema de proteção contra cheias na região. O encontro, realizado no Centro Administrativo Municipal Guilherme Socias Villela na manhã desta terça-feira, 16, contou com a presença do prefeito Sebastião Melo, secretários municipais, conselheiros do Orçamento Participativo (OP) e representantes de associações de moradores.

“Não existe uma fórmula pronta, porque as soluções precisam considerar as peculiaridades de cada bairro ou região. Nossa gestão tem como base o diálogo permanente, para encontrar uma alternativa viável, mas que atenda às demandas dos moradores do Guarujá e Serraria com o menor impacto possível” - Prefeito Sebastião Melo.

Criado após a cheia de 1941, o atual sistema de proteção de Porto Alegre compreende a área costeira entre os bairros Sarandi e Cristal. A ampliação dessas estruturas para a Região Sul da Capital é uma iniciativa pioneira, iniciada pelo Departamento Municipal de Água e Esgotos (Dmae) em outubro de 2024, com a contratação da empresa de consultoria Rhama Analysis. Desde então, três alternativas se mostraram mais viáveis para a região.

“As alternativas são a construção de um muro, a elevação da avenida Guaíba ou da Praça Zeno Simon. A última delas parece ser a mais viável, tanto do ponto de vista técnico quanto financeiro, preservando também o convívio da população com o Guaíba. As propostas ainda serão aperfeiçoadas e detalhadas para garantir que a melhor solução seja executada”, ressalta o diretor-presidente do Dmae, Vicente Perrone.

Em todos os cenários, as obras demandarão o acolhimento de famílias, desapropriações e pagamento de indenizações. O próximo passo dos estudos é a confirmação da viabilidade técnica das intervenções e elaboração de orçamentos - que, em uma estimativa preliminar, podem demandar investimentos da ordem de R$ 300 milhões. Novos encontros com a comunidade estão previstos para o amadurecimento das propostas.

Plano de contingência - O Dmae também prepara, de forma preventiva, um plano de atuação emergencial para a região caso ocorram cheias antes da conclusão do projeto. Barreiras móveis serão utilizadas para conter o avanço das águas do Guaíba. A ligação dos arroios com o manancial será temporariamente bloqueada, enquanto bombas móveis garantirão o escoamento da água da chuva. O conjunto de ações é semelhante ao adotado no bairro Guarujá durante a cheia de 2025.

Aristoteles Junior

Cristiano Vieira